Olá amigos do Bancários de Base. Desde o início de 2016 o coletivo Bancários de Base participa junto com outros colegas da construção do jornal "Retomada", cujo link está abaixo. Por isso, nossa página na rede social do Facebook e este blog Bancários de Base não tem tido mais atualizações. Todas as nossas ações e ideias estão sendo divulgadas no "Retomada". Para nos acompanhar é só clicar no link abaixo e curtir a página.
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Na primeira noite, eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam o nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada. Eduardo Alves da Costa, 1985
sábado, 5 de novembro de 2016
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Nota sobre panfletagem em São Paulo
DIRETORIA DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS IMPEDE TRABALHADORES DE FALAR! ABAIXO A DITADURA DO MICROFONE! POR UMA CAMPANHA SALARIAL DE VERDADE!
Na quinta-feira dia 03/09 nós do Avante, Bancários! e MNOB estivemos no CAT, complexo do banco Itaú no Tatuapé, para distribuir nosso boletim de chamado aos bancários para organizarmos uma campanha salarial de verdade, fazendo também uma agitação com aparelho de som. Entretanto, no mesmo local estavam presentes diretores do sindicato, com um exército de funcionários contratados, fotógrafos, fanfarra, carro de som, cartazes e panfletos, também para fazer a divulgação da campanha salarial festiva e de fantasia.
Os diretores do sindicato, ao invés de respeitar a oposição, usaram o carro de som para fazer ofensas aos militantes e tentar impedir a panfletagem no grito. Sobraram até calúnias contra o sindicato dos bancários de Bauru e região, que é dirigido por setores de oposição à CUT. Nós da oposição pedimos o direito de resposta que nos foi negado. Propusemos fazer falas alternadas, para que cada setor pudesse apresentar suas propostas para a campanha, o que também foi negado. Diante disso, não tivemos outra escolha a não ser usar também o nosso aparelho de som para tentar dialogar com os bancários.
A postura intransigente da direção do sindicato causou grande confusão e atraiu mais a atenção dos bancários e transeuntes do que se fizéssemos falas separadas.
Os dirigentes sindicais disseram que a oposição está “destruindo a entidade” por fazer acusações contra sua presidente, e que somos “oportunistas” que só aparecem em época de campanha salarial. Não podemos deixar de responder a esses ataques.
Primeiro, quem está “destruindo” o sindicato é a atual diretoria. Ao usar a entidade para os negócios do PT com o empresariado, a atual diretoria transforma o sindicato em um balção de negócios, vendendo produtos e direitos. A presidente do sindicato está sendo citada na operação Lava Jato por ter possivelmente usado o nosso sindicato para fazer a lavagem de dinheiro das propinas pagas por empreiteiros em negócios espúrios com a Petrobrás. Esse é o resultado de uma gestão que se acostumou a tratar o sindicato como um aparelho do PT, e não um instrumento de luta. Se os trabalhadores hoje acreditam menos nos partidos, sindicatos e outros instrumentos de luta coletiva, é por culpa dessa prática.
Nós da oposição queremos retomar o sindicato para as mãos dos trabalhadores e fazer dele um instrumento de luta para avançar nas conquistas.
Segundo, nós da oposição temos feito panfletagens nas concentrações mais importantes da categoria, no limite das nossas forças. E tem algo que precisa ficar claro: não somos liberados, somos trabalhadores e estamos no dia a dia das agências e departamentos, e mesmo assim estamos mais presentes em muitos lugares do que o sindicato. Oportunista é aquele que em nome dos trabalhadores vende direitos e faz do sindicato seu balcão de negócios com o patrão.
Por fim, a resposta mais importante será dada na própria campanha salarial. Não vamos aceitar os métodos autoritários da direção do sindicato, não vamos aceitar a ditadura do microfone nas assembleias, não vamos aceitar a encenação de todos os anos, não vamos aceitar mais um acordo rebaixado, não vamos aceitar gerentes e pessoas que não fazem greve na assembleia final. Vamos lutar, ao lado dos bancários, para termos uma campanha salarial de verdade, em que os trabalhadores tenham o controle da sua luta!
Bancários de Base - SP e A.S.S., construindo o Avante, Bancários!, boco de oposição.
domingo, 30 de agosto de 2015
Boletim para delegados sindicais do Banco do Brasil - Julho 2015
Aos
companheiros delegados sindicais do Banco do Brasil da base de São
Paulo, Osasco e Região. Segue um boletim eletrônico do
coletivo Avante, Bancários!, de oposição à
direção do sindicato, com algumas reflexões
sobre a campanha salarial e mais um texto sobre a situação
do país.
ORGANIZAR
UMA CAMPANHA SALARIAL DE VERDADE!
No dia
22/07/2015 aconteceu a reunião dos delegados sindicais do da
base de São Paulo, Osasco e Região. Ao invés de
uma reunião unificada, a direção do sindicato
distribuiu os representantes nas 7 regionais em que está
dividida a base. Portanto, foram na verdade 7 micro reuniões.
Logo de
cara, discordamos desse método, porque não ajuda a
preparar a campanha salarial que temos pela frente. As reuniões
por região podem e devem ser feitas, ao longo do ano, antes e
depois do período da campanha. Se não é possível
conseguir a liberação do ponto todos os meses, que se
faça a reunião nem que seja no horário na noite,
com a participação de quem for possível, mas que
haja reuniões. No período da campanha, porém, é
necessário reunir todos os delegados para fortalecer a
preparação da luta.
Ao separar
as reuniões, a direção do sindicato já
deu mostras do tipo de campanha que pretende fazer. Existe um roteiro
que vem sendo seguido todos os anos, e que se quer repetir mais uma
vez em 2015. A pauta de reivindicações será
tirada numa Conferência nos dias 31/07, 01 e 02/08, cujos
representantes foram eleitos numa assembleia “escondida” no dia
23/07. Uma assembleia da qual muitos dos próprios delegados só
tomaram conhecimento no próprio dia 22. Se os delegados
sindicais não estavam informados da realização
dessa assembleia, que é na verdade decisiva para a campanha,
que dizer então do restante da categoria? O resultado é
que somente serão eleitos para essa Conferência os
próprios dirigentes sindicais. Será uma Conferência
de cúpula e não de bancários.
Isso é
só mais uma prova de que a direção do sindicato
quer mais um campanha sem a participação dos bancários
de carne e osso, que estão no dia a dia das agências e
departamentos. Os bancários não são chamados a
discutir a pauta em assembleia, nem podem também escolher os
seus representantes na mesa de negociação (que são
escolhidos na mesma Conferência de cúpula), nem opinar
sobre o plano de lutas, o calendário de greve, a estratégia
da greve, como enfrentar os bancos e afetar de fato o seu lucro para
conseguir as reivindicações, etc.
Os
bancários não podem opinar sobre nada disso, e quando
são chamados a opinar, na assembleia que rejeita a
contraproposta patronal e deflagra a greve, também não
podem falar nessa assembleia. Comparecem apenas para levantar o
crachá e votar. Há uma ditadura do microfone, em que só
a direção do sindicato fala, e não se abre o
debate com a categoria. Isso não contribui para a educação
dos trabalhadores, que precisam aprender a avaliar e formular
propostas. Também não tem havido assembleias diárias
ao longo da greve, para que os bancários possam discutir o
movimento e decidir seus rumos. E por último, a campanha é
encerrada numa assembleia no horário da noite, com a presença
de gestores e pessoas que não fizeram greve, para aprovar uma
proposta praticamente idêntica àquela que foi rejeitada
na assembleia de deflagração da greve, com diferenças
insignificantes, defendida como “vitória” pela direção
do sindicato.
Somos
contra esse roteiro! Precisamos de uma campanha salarial de verdade!
Precisamos de uma campanha que tenha a participação dos
bancários. A campanha salarial pertence aos bancários,
e não à direção do sindicato. São
nossos salários e condições de trabalho durante
todo o próximo ano que estarão em jogo, e por isso
temos que ter o máximo espaço para dar nossa opinião.
Para isso defendemos:
-
assembleia para discutir a pauta definida na Conferência dos
dirigentes sindicais;
- plano de
luta e calendário de mobilização definido em
assembleia;
-
representantes na mesa de negociação eleitos em
assembleia e com mandato revogável;
VENHA SE
REUNIR CONOSCO!
Nós
do coletivo Avante, Bancários!, que somos oposição
à direção do sindicato, estamos convidando os
bancários a se reunir para pensarmos juntos maneiras de termos
uma campanha salarial de verdade, que corresponda às nossas
necessidades.
Essa
reunião vai acontecer no dia 18/08, à partir das 18:30,
na Rua Boa Vista 76, 11° andar, Centro. Compareça,
participe, divulgue, debata com seus colegas.
Mesmo que
não possa participar da reunião, entre em contato e
deixe os seus comentários, críticas, sugestões,
etc. Escreva para Daniel (tzitzimitl@terra.com.br)
e Thaís (asiwatchtheweatherchange@hotmail.com).
CONSTRUIR
ATRAVÉS LUTAS UMA SAÍDA INDEPENDENTE DOS TRABALHADORES
PARA A CRISE DO PAÍS
Num dos
grandes clássicos da ficção científica, o
livro “1984”, de George Orwell, os órgãos do
governo recebem nomes que são o exato oposto da sua verdadeira
função. O Ministério da Verdade é o que
inventa mentiras para enganar a população, o Ministério
do Amor é o que persegue, prende, tortura e executa os
opositores, o Ministério da Paz é o que comanda os
exércitos na guerra contra outros países. E assim por
diante. Essa técnica de inverter o sentido das palavras
recebia o nome de “duplipensar”.
No Brasil,
o governo Dilma também põe em prática o
duplipensar. O recém anunciado “Programa de Proteção
ao Emprego” está na verdade destruindo o emprego. A proposta
desse programa é rebaixar os contratos, reduzindo a jornada
com a redução dos salários, ajudando o
empresariado com o dinheiro do FAT, ou seja, dos próprios
trabalhadores. A única coisa que está sendo protegida
nesse caso é o lucro dos patrões.
O chamado
ajuste fiscal é na verdade o descalabro fiscal. O
desequilíbrio nas contas do governo não é
causado pelos gastos com os serviços necessários aos
trabalhadores, e sim com a dívida pública. Mais de 45%
do orçamento federal, ou cerca de R$ 1 trilhão por ano,
são desviados para o pagamento da dívida. Essa dívida
é uma fraude, nós trabalhadores nunca pegamos esse
dinheiro emprestado, todos os anos o governo paga uma fortuna, e ao
invés de diminuir, a dívida só faz aumentar.
Isso porque os juros da dívida são decididos por um
comitê do Banco Central, formado pelos mesmos banqueiros e
especuladores que são credores da dívida. Se a intenção
real do governo fosse fazer um ajuste fiscal, deveria começar
pelo não pagamento da dívida. Mas ao contrário,
o governo Dilma cortou as verbas dos abonos do PIS, do seguro
desemprego e das pensões por morte, retirando dinheiro dos
trabalhadores para aumentar a parte destinada aos banqueiros e
especuladores.
As
escolhas “duplipensadas” de Dilma têm a ver com o fato de
que o Partido dos Trabalhadores está na verdade a serviço
dos patrões, dos banqueiros, latifundiários,
empreiteiras, montadoras e transnacionais. Nos últimos 3
mandatos o PT garantiu lucros extraordinários para a classe
patronal, e uma ilusão de prosperidade para os trabalhadores,
que tiveram acesso ao consumo através do crédito e
endividamento, mas sem aumento real dos salários e da renda.
Esse modelo tinha fôlego curto, já que não é
possível endividar as pessoas além de um certo limite.
Agora que o endividamento chegou ao limite, o consumo diminuiu, a
economia entra em recessão, uma parte da classe patronal
começa a considerar que o PT não serve mais. Surgem as
especulações sobre o impeachment, sobre um possível
governo do PMDB ou do PSDB, etc. É justamente para provar que
ainda serve aos patrões que o PT está cada vez mais
aprofundando os ataques contra os trabalhadores, como o PPE e o
“ajuste fiscal”.
Nós
trabalhadores não podemos nos deixar enganar pelo
“duplipensar” dos partidos patronais, nem PT, nem PMDB, nem PSDB.
Nem a marcha do dia 16, nem a do dia 20!
Precisamos
construir nas lutas uma saída independente para a crise.
Precisamos unificar as lutas, as greves, as manifestações.
Precisamos inverter a lógica que governa essa sociedade. Se
existe uma crise, não fomos nós que provocamos e não
vamos pagar por ela! Ao invés de atacar os salários, os
direitos e as condições de vida dos trabalhadores, que
se ataquem os lucros! Nenhuma demissão! Redução
da jornada sem redução do salário, até
que haja emprego para todos! Nenhum direito à menos! Não
à tercerização! Não ao arrocho salarial,
mínimo do DIEESE como piso para todos! Não pagamento da
dívida pública e uso desse dinheiro para obras e
serviços sob controle dos trabalhadores! Por um governo dos
trabalhadores baseado em suas organizações de luta!
Boletim para delegados sindicais do Banco do Brasil - junho 2015
ORGANIZAR A LUTA DOS FUNCIONÁRIOS DO
BANCO DO BRASIL
REUNIÃO DE DELEGADOS SINDICAIS – JUNHO 2015
POR REUNIÕES DELIBERATIVAS DE DELEGADOS SINDICAIS
O fórum de delegados sindicais é uma conquista da greve de 2003, que obrigou o banco a reconhecer a figura dos representantes por local de trabalho. As reuniões de delegados sindicais deveriam servir para organizar as lutas dos trabalhadores do BB, a partir de cada local de trabalho. Entretanto, a diretoria do sindicato transformou as reuniões num espaço meramente consultivo, em que as pessoas apenas trocam impressões, falam sobre o que estão vivendo nos seus locais, mas não se encaminha nada concreto. Às vezes, trazem um palestrante para falar, como se estivéssemos na escola, ou então dividem a reunião em grupos para tratar de temas diferentes, sem que haja uma garantia de que tudo que foi discutido vai ser aplicado.
Somos contra esse formato. Os delegados sindicais vivem a realidade do dia a dia dos locais de trabalho, e têm a responsabilidade de trazer as demandas dos trabalhadores que os elegeram e também levar das reuniões encaminhamentos que sejam propostas efetivas para enfrentar os problemas. Por isso defendemos:
- Reuniões com caráter deliberativo, ou seja, os delegados sindicais falam em nome dos locais que representam e as propostas que forem aprovadas em reunião devem ser executadas pela direção do sindicato;
- Reuniões periódicas mensais de delegados sindicais;
- Que os delegados sindicais tenham o direito de conduzir reuniões periódicas nos locais de trabalho sem a presença dos gestores, para tratar dos problemas de cada local, e também tenham espaço no quadro de aviso das agencias e departamentos para publicações de interesse da luta dos trabalhadores;
- Que os encaminhamentos das reuniões sejam publicados na Folha Bancaria, site e veículos de comunicação do sindicato, por uma comissão de redação eleita na reunião;
- x -
CONTRA A PROPOSTA DO BB PARA A CASSI
O Banco do Brasil apresentou recentemente aos funcionários a sua proposta para supostamente resolver o déficit da CASSI. A proposta tem dois pontos principais.
Primeiro, transfere um valor de R$ 5,8 bilhões (aprovisionado no balanço do banco para cobrir as contribuições para a CASSI nos anos futuros), para um fundo da BBDTVM, subsidiária do banco que atua no mercado de títulos e ações. Segundo, institui o “Mecanismo Extraordinário de Rateio”, que cobra dos associados, em 12 parcelas mensais, o valor necessário para repor o déficit que houver num determinado ano.
Somos contra essa proposta. Ela busca apenas eximir o banco de sua responsabilidade com a sustentação da CASSI, repassando para os trabalhadores. Se esses R$ 5,8 bilhões estão aprovisionados em balanço, certamente estão aplicados para se proteger da corrosão da inflação. Se já estão aplicados e protegidos, porque repassar a sua gestão para a BBDTVM? Isso serviria apenas para que o banco não fosse cobrado no futuro. Além disso, a CASSI se tornaria uma cliente da BBDTVM? Pagaria taxa de administração por esse fundo? Qual seria a vantagem para a CASSI? A remuneração atual do valor aprovisionado já não é suficiente? Em relação ao rateio, é uma forma indireta de aumentar a contribuição dos funcionários para a CASSI, sem dar esse nome.
Na verdade, nada disso seria necessário, se o banco pagasse a reposição das nossas perdas salariais acumuladas desde 1994, que chegam a cerca de 90%. Se esse reajuste fosse aplicado ao nosso salário, isso aumentaria proporcionalmente o volume de recursos destinados para a CASSI, tanto a parcela dos funcionários como a parcela do banco. Muitos acham que um reajuste salarial de 90% parece exagerado ou descabido. Mas ninguém acha exagerado o lucro do banco, que saltou de R$ 869 milhões em 1998 (ano da criação dos funcionários "genéricos", que ganham menos e fazem o mesmo serviço) para R$ 11 bilhões em 2014, um salto de mais de 1.200%!
Na verdade, não existe déficit da CASSI, existe um brutal arrocho sobre os trabalhadores. Além disso, precisamos destacar que o banco é na verdade o principal responsável pelo adoecimento dos funcionários, por meio do excesso de serviço, cobrança de metas, assédio moral, etc. O banco adoece os funcionários e quer que paguemos a conta!
Defendemos:
- Nenhuma medida que implique aumento da contribuição dos funcionários para a CASSI!
- Revogação da reforma estatutária de 2007, fim da co-participação, cobrança da dívida do BB para a CASSI!
- Por um plano de reposição das perdas salariais acumuladas (90%) desde o plano real!
- Isonomia entre funcionários novos, antigos e incorporados, garantindo-se o que for mais vantajoso para o trabalhador!
- Fim das metas e do assédio moral, e do modelo de banco de mercado!
- Por um Banco do Brasil efetivamente público e a serviço das necessidades dos trabalhadores!
- x -
UNIFICAR AS LUTAS E CONSTRUIR A GREVE GERAL
O Brasil vive uma situação de crise. Tudo o que vemos no universo da política, as disputas entre os partidos, os escândalos no noticiário, tudo isso tem a ver com essa crise. E nós trabalhadores temos que tomar posição e nos colocar em luta.
A crise começar pela economia. O modelo que vem sendo aplicado pelos governos do PT não está mais funcionando. Esse modelo estava baseado nas exportações de grãos e minérios, de um lado, e no consumo interno, por outro. E o consumo interno, por sua vez, estava baseado na expansão do crédito e no endividamento, não no crescimento real da renda dos trabalhadores. Agora, com a queda das exportações devido aos problemas da economia mundial, e a impossibilidade de aumentar o endividamento, não é mais possível manter o crescimento. A inflação volta a disparar e também o desemprego. A ideia de que é possível um capitalismo “bom para todos”, com lucros para os grandes empresários e ao mesmo tempo com os trabalhadores tendo acesso ao consumo, está indo por água abaixo.
O capitalismo só beneficia uma classe social, os grandes empresários, e quando estes não estão mais satisfeitos, começam a achar que o PT não é mais o melhor instrumento para garantir seus interesses. A disputa eleitoral de 2014 e as marchas pelo impeachment de Dilma ilustram isso. Mas o fato de que a classe empresarial não esteja satisfeita com o PT não significa, automaticamente, que este governo seja melhor para os trabalhadores. Ao contrário, quanto mais a classe capitalista pressiona, mais o PT cede, como acabamos de ver no dia 9/06, quando Dilma anunciou mais privatizações de estradas, ferrovias, portos e aeroportos, num total de R$ 198 bilhões.
A saída para os trabalhadores não é depositar suas esperanças no PT, que já está há mais de uma década no governo (nem muito menos na oposição do PSDB ou PMDB, que já estiveram antes no governo), e há três décadas no comando dos principais instrumentos de luta dos trabalhadores, como os sindicatos e centrais sindicais, a CUT, a UNE e o próprio MST. A saída é construir uma saída independente, a partir das lutas, das greves, das manifestações, das ocupações. O maior crime do PT não são os bilhões roubados da Petrobrás e outros esquemas, mas o crime de arruinar a credibilidade da esquerda, dos sindicatos, partidos de trabalhadores, movimentos sociais, pois no imaginário coletivo consolidou-se a imagem de que essas instituições só servem para eleger seus dirigentes, como se fossem apenas trampolins para a promoção de corruptos.
Não foi para isso que os trabalhadores construíram os sindicatos, lutaram pelo direito de legalizar seus partidos, de se manifestar, de ocupar as ruas. Esses instrumentos devem estar a serviço da luta. Somente por meio da luta podemos reconstruir a unidade da classe trabalhadora. Ao lutar contra a inflação, por reposição salarial, contra a retirada de direitos, por melhores condições de trabalho, contra a dívida pública, por educação, saúde, transporte de qualidade, etc., os trabalhadores percebem que possuem os mesmos interesses, opostos aos da classe capitalista e seus representantes. Somente por meio da luta podemos combater as ideias reacionárias que avançam na sociedade.
Precisamos reconstruir a confiança nos métodos de luta coletiva e organizada. Além de nós bancários, no 2º semestre temos as campanhas de funcionários dos Correios, petroleiros, metalúrgicos. Precisamos recuperar os métodos de luta dos trabalhadores, reforçar as greves que estão em andamento, unificar as datas, as ações, as reivindicações de todos os segmentos da classe trabalhadora, preparando o terreno para construir uma greve geral. Precisamos mobilizar os trabalhadores por reivindicações que dizem respeito não apenas a uma categoria, mas a todos nós:
- Nenhuma demissão! Estabilidade no emprego! Redução da jornada sem redução dos salários, para que haja emprego para todos!
- Salário mínimo do DIEESE como piso!
- Não ao PL 4330! Fim das terceirizações, incorporação dos terceirizados com os mesmos direitos!
- Não pagamento da dívida pública, e investimento desse dinheiro em obras e serviços públicos, sob controle dos trabalhadores!
- Estatização do sistema financeiro, sob controle dos trabalhadores!
BANCÁRIOS DE BASE – SP construindo o AVANTE, BANCÁRIOS https://www.facebook.com/avntbancarios, f2256251 (Daniel) e f9307288 (Thaís)
BANCO DO BRASIL
REUNIÃO DE DELEGADOS SINDICAIS – JUNHO 2015
POR REUNIÕES DELIBERATIVAS DE DELEGADOS SINDICAIS
O fórum de delegados sindicais é uma conquista da greve de 2003, que obrigou o banco a reconhecer a figura dos representantes por local de trabalho. As reuniões de delegados sindicais deveriam servir para organizar as lutas dos trabalhadores do BB, a partir de cada local de trabalho. Entretanto, a diretoria do sindicato transformou as reuniões num espaço meramente consultivo, em que as pessoas apenas trocam impressões, falam sobre o que estão vivendo nos seus locais, mas não se encaminha nada concreto. Às vezes, trazem um palestrante para falar, como se estivéssemos na escola, ou então dividem a reunião em grupos para tratar de temas diferentes, sem que haja uma garantia de que tudo que foi discutido vai ser aplicado.
Somos contra esse formato. Os delegados sindicais vivem a realidade do dia a dia dos locais de trabalho, e têm a responsabilidade de trazer as demandas dos trabalhadores que os elegeram e também levar das reuniões encaminhamentos que sejam propostas efetivas para enfrentar os problemas. Por isso defendemos:
- Reuniões com caráter deliberativo, ou seja, os delegados sindicais falam em nome dos locais que representam e as propostas que forem aprovadas em reunião devem ser executadas pela direção do sindicato;
- Reuniões periódicas mensais de delegados sindicais;
- Que os delegados sindicais tenham o direito de conduzir reuniões periódicas nos locais de trabalho sem a presença dos gestores, para tratar dos problemas de cada local, e também tenham espaço no quadro de aviso das agencias e departamentos para publicações de interesse da luta dos trabalhadores;
- Que os encaminhamentos das reuniões sejam publicados na Folha Bancaria, site e veículos de comunicação do sindicato, por uma comissão de redação eleita na reunião;
- x -
CONTRA A PROPOSTA DO BB PARA A CASSI
O Banco do Brasil apresentou recentemente aos funcionários a sua proposta para supostamente resolver o déficit da CASSI. A proposta tem dois pontos principais.
Primeiro, transfere um valor de R$ 5,8 bilhões (aprovisionado no balanço do banco para cobrir as contribuições para a CASSI nos anos futuros), para um fundo da BBDTVM, subsidiária do banco que atua no mercado de títulos e ações. Segundo, institui o “Mecanismo Extraordinário de Rateio”, que cobra dos associados, em 12 parcelas mensais, o valor necessário para repor o déficit que houver num determinado ano.
Somos contra essa proposta. Ela busca apenas eximir o banco de sua responsabilidade com a sustentação da CASSI, repassando para os trabalhadores. Se esses R$ 5,8 bilhões estão aprovisionados em balanço, certamente estão aplicados para se proteger da corrosão da inflação. Se já estão aplicados e protegidos, porque repassar a sua gestão para a BBDTVM? Isso serviria apenas para que o banco não fosse cobrado no futuro. Além disso, a CASSI se tornaria uma cliente da BBDTVM? Pagaria taxa de administração por esse fundo? Qual seria a vantagem para a CASSI? A remuneração atual do valor aprovisionado já não é suficiente? Em relação ao rateio, é uma forma indireta de aumentar a contribuição dos funcionários para a CASSI, sem dar esse nome.
Na verdade, nada disso seria necessário, se o banco pagasse a reposição das nossas perdas salariais acumuladas desde 1994, que chegam a cerca de 90%. Se esse reajuste fosse aplicado ao nosso salário, isso aumentaria proporcionalmente o volume de recursos destinados para a CASSI, tanto a parcela dos funcionários como a parcela do banco. Muitos acham que um reajuste salarial de 90% parece exagerado ou descabido. Mas ninguém acha exagerado o lucro do banco, que saltou de R$ 869 milhões em 1998 (ano da criação dos funcionários "genéricos", que ganham menos e fazem o mesmo serviço) para R$ 11 bilhões em 2014, um salto de mais de 1.200%!
Na verdade, não existe déficit da CASSI, existe um brutal arrocho sobre os trabalhadores. Além disso, precisamos destacar que o banco é na verdade o principal responsável pelo adoecimento dos funcionários, por meio do excesso de serviço, cobrança de metas, assédio moral, etc. O banco adoece os funcionários e quer que paguemos a conta!
Defendemos:
- Nenhuma medida que implique aumento da contribuição dos funcionários para a CASSI!
- Revogação da reforma estatutária de 2007, fim da co-participação, cobrança da dívida do BB para a CASSI!
- Por um plano de reposição das perdas salariais acumuladas (90%) desde o plano real!
- Isonomia entre funcionários novos, antigos e incorporados, garantindo-se o que for mais vantajoso para o trabalhador!
- Fim das metas e do assédio moral, e do modelo de banco de mercado!
- Por um Banco do Brasil efetivamente público e a serviço das necessidades dos trabalhadores!
- x -
UNIFICAR AS LUTAS E CONSTRUIR A GREVE GERAL
O Brasil vive uma situação de crise. Tudo o que vemos no universo da política, as disputas entre os partidos, os escândalos no noticiário, tudo isso tem a ver com essa crise. E nós trabalhadores temos que tomar posição e nos colocar em luta.
A crise começar pela economia. O modelo que vem sendo aplicado pelos governos do PT não está mais funcionando. Esse modelo estava baseado nas exportações de grãos e minérios, de um lado, e no consumo interno, por outro. E o consumo interno, por sua vez, estava baseado na expansão do crédito e no endividamento, não no crescimento real da renda dos trabalhadores. Agora, com a queda das exportações devido aos problemas da economia mundial, e a impossibilidade de aumentar o endividamento, não é mais possível manter o crescimento. A inflação volta a disparar e também o desemprego. A ideia de que é possível um capitalismo “bom para todos”, com lucros para os grandes empresários e ao mesmo tempo com os trabalhadores tendo acesso ao consumo, está indo por água abaixo.
O capitalismo só beneficia uma classe social, os grandes empresários, e quando estes não estão mais satisfeitos, começam a achar que o PT não é mais o melhor instrumento para garantir seus interesses. A disputa eleitoral de 2014 e as marchas pelo impeachment de Dilma ilustram isso. Mas o fato de que a classe empresarial não esteja satisfeita com o PT não significa, automaticamente, que este governo seja melhor para os trabalhadores. Ao contrário, quanto mais a classe capitalista pressiona, mais o PT cede, como acabamos de ver no dia 9/06, quando Dilma anunciou mais privatizações de estradas, ferrovias, portos e aeroportos, num total de R$ 198 bilhões.
A saída para os trabalhadores não é depositar suas esperanças no PT, que já está há mais de uma década no governo (nem muito menos na oposição do PSDB ou PMDB, que já estiveram antes no governo), e há três décadas no comando dos principais instrumentos de luta dos trabalhadores, como os sindicatos e centrais sindicais, a CUT, a UNE e o próprio MST. A saída é construir uma saída independente, a partir das lutas, das greves, das manifestações, das ocupações. O maior crime do PT não são os bilhões roubados da Petrobrás e outros esquemas, mas o crime de arruinar a credibilidade da esquerda, dos sindicatos, partidos de trabalhadores, movimentos sociais, pois no imaginário coletivo consolidou-se a imagem de que essas instituições só servem para eleger seus dirigentes, como se fossem apenas trampolins para a promoção de corruptos.
Não foi para isso que os trabalhadores construíram os sindicatos, lutaram pelo direito de legalizar seus partidos, de se manifestar, de ocupar as ruas. Esses instrumentos devem estar a serviço da luta. Somente por meio da luta podemos reconstruir a unidade da classe trabalhadora. Ao lutar contra a inflação, por reposição salarial, contra a retirada de direitos, por melhores condições de trabalho, contra a dívida pública, por educação, saúde, transporte de qualidade, etc., os trabalhadores percebem que possuem os mesmos interesses, opostos aos da classe capitalista e seus representantes. Somente por meio da luta podemos combater as ideias reacionárias que avançam na sociedade.
Precisamos reconstruir a confiança nos métodos de luta coletiva e organizada. Além de nós bancários, no 2º semestre temos as campanhas de funcionários dos Correios, petroleiros, metalúrgicos. Precisamos recuperar os métodos de luta dos trabalhadores, reforçar as greves que estão em andamento, unificar as datas, as ações, as reivindicações de todos os segmentos da classe trabalhadora, preparando o terreno para construir uma greve geral. Precisamos mobilizar os trabalhadores por reivindicações que dizem respeito não apenas a uma categoria, mas a todos nós:
- Nenhuma demissão! Estabilidade no emprego! Redução da jornada sem redução dos salários, para que haja emprego para todos!
- Salário mínimo do DIEESE como piso!
- Não ao PL 4330! Fim das terceirizações, incorporação dos terceirizados com os mesmos direitos!
- Não pagamento da dívida pública, e investimento desse dinheiro em obras e serviços públicos, sob controle dos trabalhadores!
- Estatização do sistema financeiro, sob controle dos trabalhadores!
BANCÁRIOS DE BASE – SP construindo o AVANTE, BANCÁRIOS https://www.facebook.com/avntbancarios, f2256251 (Daniel) e f9307288 (Thaís)
Texto de alerta contra a proposta do Banco do Brasil para a CASSI
BANCO DO
BRASIL PREPARA MAIS UM ATAQUE À CASSI
O Banco
do Brasil está enviando mensagens ao email corporativo dos
seus trabalhadores a respeito do modelo de custeio da Caixa de
Assistência dos Funcionários – CASSI. Já foram
duas mensagens para “abrir o debate” e apresentar o problema.
Segundo o BB, o custeio da CASSI está se tornando inviável,
já que a contribuição dos funcionários
não é suficiente para cobrir os custos dos tratamentos
de saúde, uma área que vive constantes inovações
e portanto constante aumento de preços. Atualmente, a CASSI é
sustentada por contribuições equivalentes a 3% do
salário pagos pelos funcionários, mais 3% pagos pelo BB
(lembrando que até 1998 o BB contribuía com 4,5% do
salário).
De
acordo com a última mensagem do banco, o valor de 3% do
salário (bruto) de um escriturário estaria em R$ 66,82.
Ainda de acordo com o BB, o valor da prestação de um
plano equivalente ao do CASSI estaria em R$ 320,42 no mercado,
considerando-se um plano individual, sem dependentes. Segundo o BB,
há o “agravante” de que muitos funcionários incluem
seus familiares como dependentes, mas continuam pagando os mesmos R$
66,82, quando na verdade o valor cobrado “deveria” ser muito
maior do que os R$ 320,42 do tal plano de mercado.
Esses
números são apresentados de forma a dar a entender que
não há outra solução a não ser
aumentar, e muito, o valor atualmente pago pelos funcionários,
e/ou incluir uma contribuição adicional por dependente,
etc. Ao mesmo tempo, a mensagem se omite sobre a disposição
do BB para aumentar também a sua contribuição na
mesma proporção (ou retomar os 4,5% de contribuição
anteriores). E se omite também sobre o principal, que é
o fato de que uma das principais causas de adoecimento dos
funcionários são as próprias condições
de trabalho dentro do banco: excesso de serviço, cobrança
de metas, assédio moral permanente. O BB adoece seus
funcionários e agora quer que paguemos a conta.
A
conclusão lógica das mensagens do BB é de que
será preciso fazer mais uma mudança na forma de custeio
da CASSI. A mudança anterior aconteceu em 2007, como parte de
um pacote de reestruturação geral do banco (que incluiu
o fechamento de departamentos, aposentadoria antecipada de milhares
de funcionários, redução do número de
caixas, fim do pagamento das substituições), quando
houve a reforma estatutária da CASSI, que foi aprovada em
plebiscito com os associados (depois de 4 votações
pois, a proposta foi rechaçada pelos funcionários nas
primeiras). Na ocasião, tanto o BB quanto a direção
majoritária do movimento sindical, a CONTRAF-CUT, fizeram uma
campanha terrorista pela aprovação da reforma, dizendo
que sem ela a CASSI deixaria de existir. A reforma estatutária
instituiu a co-participação dos funcionários em
consultas, exames e tratamentos (ou seja, já existe uma
cobrança mais ou menos proporcional ao uso do plano) e perdoou
a dívida de cerca de R$ 500 milhões do BB com a CASSI
naquele momento, com o compromisso de que o banco investiria R$ 300
milhões em serviços próprios, o que nunca
aconteceu.
O
argumento de que sem a reforma estatutária e a co-participação
a CASSI iria quebrar se provou falso, já que os problemas
continuam, como o BB acaba de admitir nessas mensagens. A solução,
do ponto de vista do BB, como dissemos, deve ser aumentar ainda mais
a contribuição dos funcionários, e para isso
podemos ser chamados a votar a qualquer momento em mais uma reforma
estatutária, ou coisa parecida. Mas para não cairmos em
mais essa armadilha, é preciso colocar as coisas nos devidos
lugares, recuperando a história das nossas perdas acumuladas.
Os
salários dos funcionários do BB estão defasados
em 90% em relação a julho de 1994, data de implantação
do plano real. Além disso, os funcionários contratados
após 1998, que hoje são a grande maioria, deixaram de
ter direito a vários benefícios dos funcionários
antigos, como os anuênios, licença-prêmio, etc.
Convenientemente, tanto o BB quanto a CONTRAF-CUT esquecem as nossas
perdas salariais acumuladas e os demais benefícios, que não
são discutidos nas campanhas salariais. Muitos consideram que
a reivindicação de 90% de reajuste é exagerada
ou descabida, mas não acham exagerado que o lucro do BB tenha
saltado de R$ 869 milhões em 1998 para R$ 11,2 bilhões
em 2014, um salto de mais de 1.200%.
Por
conta desse “esquecimento” da nossa pauta de reivindicações
históricas, chegamos a essa situação na CASSI.
Se aplicarmos a volta da contribuição do BB de 4,5%
sobre o salário, o total da contribuição do
funcionário (os atuais R$ 66,82) + a do BB saltaria para R$
167,05. E se aplicarmos sobre esse valor o reajuste de 90%,
equivalente às perdas acumuladas, teremos um total de R$
317,84 por funcionário. Praticamente o mesmo que os R$ 320,42
do tal plano de mercado apresentado pelo BB.
A
conclusão é: não existe problema de custeio da
CASSI, existe um brutal arrocho salarial sobre os funcionários.
Esse arrocho salarial é convenientemente “esquecido” pela
direção majoritária do movimento sindical, a
CONTRAF-CUT, que assim ajuda o BB a aplicar o arrocho contra os seus
trabalhadores. Temos que estar alertas, divulgar essas informações
e construir pela base, em cada agência e departamento, um
movimento contra mais um ataque do BB. Defendemos:
-
Nenhuma medida que implique aumento da contribuição dos
funcionários para a CASSI!
-
Revogação da reforma estatutária de 2007, fim da
co-participação, cobrança da dívida do BB
para a CASSI!
- Por um
plano de reposição das perdas salariais acumuladas
(90%) desde o plano real!
-
Isonomia entre funcionários novos, antigos e incorporados,
garantindo-se o que for mais vantajoso para o trabalhador!
- Fim
das metas e do assédio moral, e do modelo de banco de mercado!
- Por um
Banco do Brasil efetivamente público e a serviço das
necessidades dos trabalhadores!
Boletim para o dia nacional de luta contra a terceirização em 29 de maio 2015
ORGANIZAR
A PARALISAÇÃO DIA 29/05 CONTRA O PL 4330 DA
TERCEIRIZAÇÃO!
O Brasil
vive hoje uma intensa disputa entre dois blocos, um liderado pelo PT,
que controla o governo federal, e outro liderado pelo PSDB, que
controla alguns dos principais estados. Nessa disputa esses partidos
usam as mesmas armas:
1ª)
Tentam mostrar que são capazes de garantir os lucros dos
grandes empresários, que de fato mandam no país, os
bancos, latifundiários, empreiteiras, montadoras,
transnacionais. Nunca na história desses país os
grandes empresários lucraram tanto como nos governos de Lula e
Dilma. E ainda vem mais pela frente, pois Dilma acaba de anunciar
mais privatizações em estradas, portos, aeroportos,
etc. O PSDB não fica atrás, e privatizou a Sabesp,
conseguindo lucros bilionários para os acionistas e falta
d'água para a população.
2ª)
Atacam os trabalhadores, como faz o PT com as Medidas Provisórias
664 e 665, que cortam os abonos do PIS, as pensões por morte e
o seguro desemprego, para economizar dinheiro para pagar a chamada
“dívida pública”, uma dívida fraudulenta,
que já foi paga várias vezes e nunca para de aumentar.
E o PSDB, por sua vez, não atende as reivindicações
dos professores, que lutam em vários estados contra o arrocho
salarial, as péssimas condições de trabalho,
superlotação das salas de aula, fim das suas
aposentadorias, etc.
3ª)
Expõem a corrupção um do outro, como os casos de
propinas pagas na Petrobrás (Operação Lava a
Jato) e o cartel dos fornecedores da CPTM e Metrô de São
Paulo.
NOSSOS
EMPREGOS, SALÁRIOS E DIREITOS ESTÃO EM RISCO!
Enquanto
esses dois blocos lutam entre si, o PMDB de Michel Temer, Eduardo
Cunha e Renan Calheiros faz o serviço sujo e garantiu a
aprovação na Câmara do PL 4330, que amplia a
terceirização para qualquer área das empresas.
Se esse projeto for aprovado definitivamente (ainda vai passar por
votação no Senado e talvez nova votação
na Câmara), as empresas vão poder demitir seus
trabalhadores e recontratar em empresas terceirizadas.
O PL
4330 é o maior ataque contra os trabalhadores no país
em muitas décadas, pois praticamente acaba com a CLT, os
nossos direitos trabalhistas, em uma só canetada. Os
trabalhadores terceirizados recebem salários em média
30% menores; trabalham em média 3,4 horas a mais por semana;
sofrem 4 em cada 5 mortes em acidentes de trabalho; são
vítimas de fraudes das empresas que não recolhem FGTS,
INSS, não pagam férias, atrasam salários, etc.
BANCÁRIOS
PRECISAM SE MOBILIZAR! SINDICATO PRECISA CONVOCAR ASSEMBLEIA!
Enquanto
PT, PSDB, PMDB brigam para ver quem é mais corrupto e mais
útil aos patrões, nós trabalhadores temos que
lutar juntos, a partir de cada categoria. Exigimos da direção
do sindicato a realização de assembleia para discutir
um plano de lutas contra o PL 4330 e os demais ataques! Está
marcado um dia nacional de lutas contra o PL 4330 em 29/05 e nós
bancários temos que ser parte dessa luta. Os bancos são
as empresas que mais lucram no país e as que mais terceirizam.
Se a terceirização passar, nossos empregos, salários,
direitos, condições de trabalho podem piorar ainda
mais. Nossa categoria precisa manifestar seu repúdio a esse
ataque e precisamos de assembleia para organizar uma forte
paralisação!
RUMO À
GREVE GERAL!
Temos
que tomar medidas para buscar a unidade entre todas as categorias,
bancários, professores, metalúrgicos (que enfrentam uma
onda de demissões) petroleiros, Correios, e construir uma
greve geral!
-
Retirada do PL 4330 e toda forma de flexibilização! Fim
da Terceirização! Incorporação de todos
os terceirizados às empresas-mãe, com os mesmos
direitos! Efetivação com os mesmos direitos de todos os
temporários, estagiários e trainees!
-
Salário igual para trabalho igual! Por trabalho e salário
dignos para as mulheres, negros, negras e LGBTs!
-
Retirada da Mps 664 e 665, contra os cortes no PIS, pensões e
Seguro Desemprego!
- Chega
de desemprego! Redução da Jornada de Trabalho Sem
Redução dos Salários até que haja
empregos para todos! Estatização sem indenização
e sob controle dos trabalhadores das empresas que ameacem demitir ou
se mudar!
- Não
Pagamento da Dívida Pública e investimento desse
dinheiro nos serviços públicos sob controle dos
trabalhadores!
-
Continuar e aumentar a mobilização! Unificar as Lutas e
Construir a Greve Geral Pela Base!
Boletim para bancos privados, abril 2015
RETOMAR A
LUTA POR ESTABILIDADE
E A
ORGANIZAÇÃO NOS LOCAIS DE TRABALHO
Explicando
o que parece inexplicável
O mundo
inteiro ficou chocado com a atitude do copiloto alemão que
decidiu por fim à própria vida, levando consigo mais de
150 passageiros, jogando o avião que pilotava contra uma
montanha nos Alpes franceses.
Essa
escolha é inaceitável, mas não é
inexplicável. Para explicá-la, é preciso ir além
das aparências. Aparentemente, o copiloto era provavelmente bem
remunerado, numa profissão de prestígio, que não
teria motivos para estar insatisfeito com a própria vida.
Entretanto, a pressão que estava sofrendo, as cobranças
sociais e no trabalho eram insuportáveis.
A mesma
situação em toda parte
Ainda
que não chegue ao mesmo abismo de desespero, todo
trabalhador(a) nos dias de hoje sabe o que é essa pressão.
Em qualquer lugar do mundo e praticamente qualquer profissão,
vivemos uma situação de pressão, cobrança,
excesso serviço, assédio moral, autoritarismo dos
chefes e gerentes. O sistema capitalista mundial está num
momento em que precisa extrair cada vez mais lucro de cada
trabalhador, fazendo-o trabalhar por dois ou três.
As
consequências são o adoecimento físico e
psicológico, stress, depressão, síndrome de
burnout, relacionamentos pessoais e familiares desfeitos. Alguns
tentam disfarçar o problema por meio de medicamentos, ou mesmo
o alcoolismo, sujeitando-se ao risco da dependência química.
Enquanto os trabalhadores(as) tentam sobreviver, as empresas,
simplesmente descartam os que ficaram “imprestáveis”,
demitem impiedosamente, sem qualquer tipo de gratidão ou
reconhecimento por anos de serviços prestados, e sem
demonstrar remorso.
A
meritocracia e outros mitos
Enquanto
ainda estamos jovens, saudáveis, em condições de
produzir, as empresas usam o discurso da meritocracia, de que quem se
esforçar vai “chegar lá”, quem se dedicar será
recompensado, quem “vestir a camisa” da empresa será
reconhecido. Fazem mil promessas de promoções,
prestígio, status, para seduzir e motivar os funcionários.
Pura ilusão, que se desfaz cruelmente quando chegam os cortes
e reestruturações. Todo mundo sabe que não há
vagas para todos, e ao invés de subir, o mais provável
é descer para o inferno do desemprego. A ameaça de
demissão leva os trabalhadores(as) a viver em medo constante.
O medo é usado para nos tornar obedientes, para nos obrigar a
aceitar todo tipo de abuso, pressão, sobrecarga.
Os
bancos são os campeões de lucro no Brasil, e são
também os que mais demitem, terceirizam, rebaixam as condições
de trabalho dos seus funcionários. Por fora, nos exigem um
visual impecável, trajes finos, aparência de “sucesso”.
Por dentro, cada trabalhador(a) vive a mesma sensação
de medo, insegurança, humilhação.
Que
fazer?
Ao longo
da história os trabalhadores(as) criaram muitas formas para se
organizar e lutar contra os abusos dos patrões, como os
sindicatos e partidos. Foi graças a essas lutas que
conseguimos os direitos que ainda temos hoje, mas que estão
sempre sendo ameaçados. Só a luta muda a vida! Só
lutando coletivamente como categoria bancária e classe
trabalhadora poderemos combater os abusos dos bancos, defender nossos
direitos, melhorar nossos salários, condições de
trabalho e de vida em geral.
Como
fazer?
Na
categoria bancária, a questão fundamental é a
estabilidade no emprego. Sem estabilidade, todo trabalhador(a) que
tiver a coragem de reclamar ou de alguma forma mostrar seu
descontentamento está ameaçado de demissão. A
estabilidade deve ser o ponto de apoio para todas as demais lutas.
Muitas categorias, nas suas campanhas salariais, conseguem acordos em
que as empresas ficam proibidas de demitir por um ano ou até
mais. Temos que seguir esse exemplo. A estabilidade no emprego
deveria ser uma pauta prioritária dos bancários.
Quem
procurar?
Nosso
sindicato, que deveria lutar pela estabilidade, entre outros pontos
que nos interessam, infelizmente hoje é dirigido por um
partido, o PT, que traiu os trabalhadores e passou para o outro lado.
Um partido que colocou um diretor do Bradesco no Ministério da
Fazenda demonstra que não vai lutar contra o Bradesco e os
outros bancos. Nem o sindicato dirigido pelo PT, nem o PT no governo,
e nem o PSDB, PMDB, e outros oportunistas que representam os
interesses dos patrões, servem para defender os trabalhadores.
Temos que recomeçar do zero.
Por onde
começar?
No
passado, na época da ditadura militar, fazer greve era
proibido e os sindicatos só serviam para carimbar o que o
governo e os patrões decidiam, como acontece hoje. Naquela
época, os trabalhadores não deixaram de lutar.
Reuniram-se, fora dos locais de trabalho, sem a presença de
chefes e gerentes, e aos poucos, com paciência, foram
reconstruindo sua organização. Com o tempo se tornaram
tão fortes, todos juntos, que puderam voltar a fazer greves,
retomaram os sindicatos, derrubaram a ditadura. Hoje temos que
repetir o mesmo processo.
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conosco
Se você
concorda com o que dissemos e quer fazer alguma coisa, procure o
Avante, Bancários! (Facebook: www.facebook.com/avntbancarios).
Seu nome não será revelado, e juntos encontraremos
meios de enfrentar os problemas.
CONTRA A
TERCEIRIZAÇÃO, CONSTRUIR A GREVE GERAL!
Está
em votação no Congresso o PL 4330, que autoriza a
terceirização para qualquer área das empresas.
Se esse projeto for aprovado, as empresas vão poder demitir
seus trabalhadores e recontratar em empresas terceirizadas. Trata-se
de um gigantesco ataque contra todos os trabalhadores, pois:
- os
terceirizados recebem salários em média 30% menores;
-
trabalham em média 3,4 horas a mais por semana;
- sofrem
4 em cada 5 acidentes de trabalho;
- são
vítimas de fraudes das empresas que não recolhem FGTS,
INSS, não pagam férias, atrasam salários, etc.
O PL
4330 é só mais um dos ataques contra os trabalhadores
que estão sendo preparados. O governo do PT está
propondo também cortar os abonos do PIS, as pensões por
morte e o seguro desemprego (Medidas Provisórias 664 e 665).
Temos que nos unificar e lutar contra todos os ataques do governo e
dos patrões!
Enquanto
PT, PSDB, PMDB brigam para ver quem é mais corrupto e mais
útil aos patrões, nós trabalhadores temos que
lutar juntos, a partir de cada categoria.
Exigimos
da direção do sindicato a realização de
assembleia para discutir um plano de lutas contra o PL 4330 e os
demais ataques!
Temos
que tomar medidas para buscar a unidade entre bancários,
professores (em greve há 40 dias), petroleiros, Correios, e
construir uma greve geral!
-
Retirada do PL 4330 e toda forma de flexibilização! Fim
da Terceirização! Incorporação de todos
os terceirizados às empresas-mãe, com os mesmos
direitos! Efetivação com os mesmos direitos de todos os
temporários, estagiários e trainees!
- Salário
igual para trabalho igual! Por trabalho e salário dignos para
as mulheres, negros, negras e LGBTs!
-
Retirada da Mps 664 e 665, contra os cortes no PIS, pensões e
Seguro Desemprego!
- Chega
de desemprego! Redução da Jornada de Trabalho Sem
Redução dos Salários até que haja
empregos para todos! Estatização sem indenização
e sob controle dos trabalhadores das empresas que ameacem demitir ou
se mudar!
- Não
Pagamento da Dívida Pública e investimento desse
dinheiro nos serviços públicos sob controle dos
trabalhadores!
-
Continuar e aumentar a mobilização! Unificar as Lutas e
Construir a Greve Geral Pela Base!
O que é ruim para os bancários é ruim para o Brasil
Texto sobre a nomeação de Joaquim Levy, do Bradesco, para o Ministério da Fazenda, em dezembro de 2014
Os
banqueiros no comando da economia
Assim
que tomou posse como ministro da fazenda o diretor do Bradesco
anunciou cortes no seguro desemprego, nos abonos do PIS e nos
benefícios dos pensionistas do INSS. O objetivo é
economizar dinheiro para o pagamento da dívida pública.
Ou seja, desviar dinheiro que iria atender às necessidades da
população diretamente para o bolso dos banqueiros e
especuladores. Essa dívida é uma fraude, nunca pegamos
esse dinheiro emprestado, e mesmo pagando uma fortuna todos os anos
ela não pára de aumentar, porque os juros são
determinados por um comitê do Banco Central controlado pelos
próprios banqueiros e especuladores. Por mais que o governo
siga pagando a dívida (mais de 1 trilhão de reais em
2015), a situação da economia não melhora, como
demonstra a demissão de centenas de metalúrgicos pela
Volkswagen e Mercedes no ABC.
Temos
que ser solidários à luta dos metalúrgicos, que
saíram em greve contra as demissões, e defender a
redução de jornada sem redução de
salário, para que haja emprego para todos. Da mesma forma,
temos que fortalecer o movimento contra o aumento da tarifa do
transporte público. Os números do orçamento
mostram que existe dinheiro de sobra para termos transporte público
gratuito e de qualidade. Mas para isso seria preciso romper com os
interesses patronais e priorizar os trabalhadores. Entretanto, nem os
governos do PT nem seus opositores do PSDB vão romper com
bancos, empreiteiras, montadoras, latifundiários, etc. Somente
com a ação coletiva e organizada dos trabalhadores, de
maneira independente e em oposição aos governos do PT e
PSDB, poderemos obter conquistas.
O que é ruim para o Brasil é ruim para os bancários.
Os
funcionários do BB, CEF, BNB e BASA, bancos controlados pelo
governo federal, são hoje, na prática, subordinados do
Bradesco, através do ministério da fazenda. Os
banqueiros e especuladores querem formatar os bancos públicos
a sua imagem e semelhança. A presidente Dilma anunciou que vai
abrir o capital da CEF e transformá-la numa SA, como já
é o BB, que tem ações vendidas em bolsa. Isso
representa na verdade um passo na direção da
privatização, que já está avançada
no BB, em que a maioria acionária (cada vez menor, pois o
governo vende sucessivos lotes de ações) é
estatal, mas a lógica da gestão é privada, com a
busca do lucro a qualquer custo e a exploração de
funcionários e clientes.
O modelo
já vigente no BB será implantado na CEF, com prejuízos
para os bancários e a sociedade. Esse é o significado
das várias reestruturações que são
desencadeadas a todo o momento nos bancos públicos,
extinguindo setores, transferindo compulsoriamente os funcionários,
retirando comissões, etc. Contra esses ataques por partes,
temos que lutar como um todo. Temos que olhar além do imediato
e ver a situação da nossa categoria como um todo. Temos
que fazer como várias categorias que estão saindo em
greve no ultimo período, como os metalúrgicos da Volks,
os funcionários da USP, os metroviários de São
Paulo, garis do Rio, professores em muitas cidades, construção
civil, etc.
Para
conter a organização e as lutas dos trabalhadores o
governo e os patrões estão atacando os ativistas e
militantes que organizam os trabalhadores a partir da base. Isso
aconteceu com os 42 trabalhadores do metrô demitidos na greve
de 2014, cuja luta pela reintegração continua, e
acontece também na categoria bancária. São
vários os casos de perseguição contra ativistas,
delegados sindicais, cipeiros e lideranças que estão
organizando a resistência dos bancários a partir dos
locais de trabalho. O método da perseguição é
a instauração de processo administrativo tentando criar
pretexto para demissão. Os processos não tem como base
nenhuma falha em serviço e sim ações que dizem
respeito justamente à função de delegados
sindicais e representantes, tais como reuniões com os colegas,
divulgar textos, organizar paralisações, etc.
No BB
temos a companheira Juliana, do complexo São João, e
Israel Fernandez, do complexo Verbo Divino, que estão
respondendo a processo, como já aconteceu com os companheiros
Marcio Cardoso, do SAC, e Leticia, de Jandira, que foi demitida. Na
CEF tivemos em 2013 a demissão do companheiro Messias, de
Osasco, que foi revertida graças a uma ampla campanha do
movimento, e agora temos o processo contra o companheiro Diogo, da
ag. .
Temos
que barrar esses ataques e nos colocar em defesa desses companheiros.
O ataque a eles não é apenas aos indivíduos, mas
ao conjunto dos bancários, pois é a partir da
organização nos locais de trabalho, que eles
representam, que temos condições de resistir contra as
reestruturações e outras medidas que nos prejudicam.
Mesmo porque a direção do sindicato, que é do
PT, não tem a intenção de enfrentar de fato os
bancos, que estão no ministério do governo do PT.
Nota da FNOB sobre o dia da isonomia da Contraf-CUT
“Dia de luta pela isonomia” da Contraf passa em branco e mostra
descaso!
O chamado “Dia
Nacional de Luta por isonomia de direitos entre todos os empregados da Caixa
Econômica Federal”, nome pomposo para uma atividade inócua e governista marcada
pela Contraf-CUT com o único propósito de simular fazer alguma coisa sobre um
direito que ela mesma ajuda a esquecer e negligenciar em todas as campanhas
salariais, acabou sendo um fracasso!
Marcado para o
dia 11/09, foi marcado por cancelamentos da atividade (como em Brasília,
principal concentração e sede da Caixa, onde nada aconteceu!) e por meia dúzia
de diretores sindicais posando para fotos em algumas poucas localidades. Mais
do que não servir para nada, estas pseudomanifestações, que se resumiram a
estender faixas para registrar fotos sorridentes de dirigentes afastados da
base, só cumpriram o papel de direcionar esta luta para o caminho
institucional, já comprovadamente fracassado.
Em 10 anos de
tramitação dos famigerados projetos da isonomia, eles já foram engavetados 2
vezes, e, da última seu relatório foi recusado. Justamente por um deputado do
PT! O mesmo partido que comanda a Contraf-CUT...
A Frente
Nacional de Oposição Bancária denuncia esta farsa promovida pelos sindicalistas
pelegos ligados ao PT e ao PCdoB, que só pensam em reeleger Dilma e não têm
como justificar a não concessão da isonomia, em 12 anos de governos do PT.
http://frentedeoposicaobancaria.org/noticias/encontro-da-isonomia-da-contraf-e-mais-um-engodo/
http://frentedeoposicaobancaria.org/noticias/encontro-da-isonomia-da-contraf-e-mais-um-engodo/
Inimigos da Isonomia
A Contraf-CUT,
além de não fazer nada concreto pela isonomia, e de marcar atividades sem a
participação da base, que são desmarcadas ou servem tão somente para registrar
fotos publicitárias, presta, na prática, um desserviço à isonomia e se
constitui como inimiga da luta por este direito.
Isso ocorre à
medida que a Contraf-CUT, ao invés de uma postura combativa, exigindo a
aplicação deste direito, faz o contrário: age como cabo eleitoral do PT e
propagandista de que tudo já está ótimo e o governo só garante conquistas!
Segundo o site
desta federação traidora dos bancários, há conquistas em todos os anos de PT,
conforme uma tabela publicada em seu site, que ocupa uma página elencando
supostos avanços; para, só ao final, em
pouquíssimas linhas, reconhecer “o que ainda falta para conquistar”, listando
apenas a Licença-prêmio e o Adicional por Tempo de Serviço (ATS)
ou anuênio, correspondente a 1% do salário-padrão a cada ano trabalhado até 35
anos de atividade.
Nenhum
governista conseguiria ser tão complacente com os patrões e responsáveis por
acabar com a isonomia como a Contraf-CUT faz. Fica evidente que, com este
pessoal, é impossível avançar em qualquer coisa.
Por uma campanha de verdade
A
luta pela isonomia, tanto quanto a licença-prêmio e o anuênio, engloba o
direito a um plano de Benefício Definido de Previdência para os novos
funcionários, o fim das perseguições aos empregados que seguem no plano
Reg/Replan, a isonomia no que trata das VP, e a
isonomia entre os empregados da ativa e os aposentados (paridade no salário,
reajustes, benefícios, tickets, etc).
E isso só pode se tornar realidade através de uma
campanha nas ruas e nos piquetes de greve pela isonomia, como parte de uma
campanha alternativa sustentada numa pauta alternativa, que exige 35% de
reajuste, a reposição das perdas, PLR linear, estabilidade no emprego, fim das
metas e do assédio, piso do Dieese, redução da jornada de trabalho e isonomia
de verdade!
Jornal para a campanha salarial 2014
TOMAR A
CAMPANHA SALARIAL EM NOSSAS MÃOS!
A data
base da campanha salarial dos bancários é 1º de
setembro, mas até agora estamos ainda na fase de negociação.
O Comando Nacional que negocia em nosso nome é formado por
dirigentes sindicais da CUT que se acostumaram a tratar a nossa
campanha salarial como algo que é resolvido por eles, na
cúpula, e não por nós bancários. Por
isso, os espaços de participação e decisão
são cada vez menores para nós bancários de
verdade, que estamos no dia a dia das agências e departamentos.
Nós que suportamos a cobrança dos gestores, a pressão
dos clientes, o excesso de serviço, sofremos o adoecimento
físico e psicológico, nós é que devemos
decidir os rumos da campanha!
Precisamos
de democracia e organização!
Os
dirigentes sindicais da Contraf-CUT realizaram seu Congresso em julho
e inventaram uma pauta de reivindicações muito
rebaixada, que reivindica apenas 12,5% e não toca nas questões
centrais que afetam o dia a dia dos bancários, mas não
submeteram essa pauta à aprovação em assembleia
na maior parte do país. Na principal base do país, a de
São Paulo, Osasco e região, os bancários não
tiveram sequer a oportunidade de conhecer outras propostas, como a
pauta da Frente Nacional de Oposição Bancária,
FNOB, que reivindica 35% de reajuste imediato (perdas acumuladas nos
bancos privados + lucratividade dos bancos), plano de reposição
de perdas, estabilidade no emprego para funcionários de bancos
públicos e privados, fim de todas metas e do assédio
moral, mais contratações, etc.
Além
de não realizar assembleia para discutir a pauta, os
dirigentes da CUT também não demonstram a mínima
disposição para lutar pela pauta que eles mesmos
inventaram. Numa negociação com os patrões, os
trabalhadores tem uma arma decisiva, que é a ameaça de
greve, para obrigar a conceder as reivindicações. Mas
para que essa ameaça tenha efeito, é preciso que haja
um processo de organização para a greve, e isso não
está acontecendo, não há sequer um calendário
de mobilização.
Outras
categorias, como correios, petroleiros e metalúrgicos também
estão em campanha salarial na mesma época que os
bancários. Precisamos unificar as lutas! Correios já
tem um indicativo de greve para o dia 17/09. Defendemos assembleias
para discutir um plano de lutas e aprovar um indicativo de greve para
o dia 17!
Pela
independência dos trabalhadores!
A greve
é a máxima demonstração de força
dos trabalhadores, e precisa de preparação e
organização, com reuniões nos locais de
trabalho, plenárias por banco e por região,
assembleias, etc., para que a categoria possa decidir sobre sua luta.
É preciso também trazer a população para
o lado dos bancários, mostrando que lutamos por melhores
condições de trabalho para nós e melhor
atendimento para o público em geral.
A falta
de empenho dos dirigentes sindicais da CUT na preparação
da luta não é simples incompetência, engano ou
acidente, mas resulta do fato de que eles tem uma prioridade, e não
é a organização dos trabalhadores. Eles defendem
os interesses do seu partido nas eleições, o PT, e não
os dos trabalhadores. Nós bancários não devemos
ter esperanças de que qualquer candidatura, PT, PSDB ou PSB
possa melhorar a nossa vida. Todos esses partidos governam para a
classe capitalista, em especial para os bancos, que lucram
absurdamente, não importa quem esteja no poder.
Devemos
confiar apenas em nossa própria organização em
luta! A FNOB defende um sindicalismo independente dos patrões,
partidos e governos, a serviço dos trabalhadores, contra a
traição e peleguismo da CUT. Defendemos:
-
assembleia para aprovar um plano de luta e indicativo de greve para o
dia 17/09!
- que os
bancários possam falar nas assembleias e defender suas
propostas!
- eleição
de representantes de base na mesa de negociação!
RETOMAR A
LUTA POR ESTABILIDADE NO EMPREGO!
Na base
de São Paulo, Osasco e Região cerca de 80% dos
trabalhadores estão nos bancos privados. A imensa maioria dos
bancários da nossa base se acostumou a ver a campanha salarial
como algo que é feito pelo sindicato em seu nome, que não
precisa da sua participação e envolvimento pessoal.
Isso acontece por dois motivos principais:
Primeiro,
porque os próprios dirigentes sindicais incentivam a não
participação dos bancários, tratam as campanhas
salariais exatamente dessa forma, como algo que diz respeito a eles e
não aos trabalhadores. Assim, a grande maioria dos bancários
não acompanha o que a diretoria do sindicato faz ou deixa de
fazer, nem nas greves, nem no dia a dia. E como os bancários
na maioria não acompanham, não fazem cobranças à
diretoria por não cumprir o seu papel.
Segundo,
os bancos (assim como toda a classe capitalista e os meios de
comunicação a seu serviço) bombardeiam
diariamente os bancários com a ideia de que a sua melhoria de
vida depende de esforço individual e não de ações
coletivas. Com isso, os trabalhadores veem os colegas como
competidores pelos cargos melhor remunerados, e não como
companheiros que partilham a mesma realidade. Mas acontece que não
haverá cargos para todos, e a maioria vai ficar pelo caminho!
Por
esses motivos, a maioria dos bancários da nossa base não
participa das campanhas. Há a ideia de que quem faz greve ou
se manifesta contra a empresa será demitido. Mas as demissões
acontecem de qualquer forma! Todos os anos milhares de bancários
são demitidos, não importa se fazem ou não fazem
greve, se tem muitos anos na empresa ou não, o quanto se
dedicaram, etc. Os bancos não se preocupam com a vida dos seus
funcionários e sim com o lucro a qualquer custo. Para os que
ficam, resta um ambiente permanente de medo, o assedio moral dos
gestores, o excesso de serviço e o adoecimento físico e
psicológico.
É
para lutar contra essa realidade que existe o sindicato! O sindicato
somos todos nós, bancários, que vivemos essa realidade
no dia a dia, ele não pertence à diretoria. Nós
bancários devemos colocar como prioridade em todas as
campanhas a luta pela estabilidade no emprego. Em muitas categorias
há acordos em que se estabelece a proibição das
empresas demitirem. Isso seria o ponto de partida para lutar por mais
conquistas, e deveria ser um dos pontos principais da nossa pauta.
Mas se a diretoria do sindicato não cumpre o seu papel,
façamos nós mesmos o que nos diz respeito. Entre em
contato conosco, vamos encontrar juntos maneiras de lutar!
CONTRA O ATAQUE À ORGANIZAÇÃO DE
BASE! CONTRA O ASSEDIO MORAL!
A gestão privatista que está implantada
no BB comanda o banco como se fosse privado, visando o lucro a
qualquer custo, com juros abusivos, tarifas extorsivas e venda casada
de “produtos bancários”. Essa gestão privatista
precisava tentar quebrar a resistência do funcionalismo e para
isso foi fundamental isolar o setor dos caixas.
A partir da criação do PSO, os caixas
deixam de estar subordinados à gerência das agências
e passam a responder a uma central remota, que comanda dezenas de
caixas e gerentes de serviço em dezenas de agências
diferentes. Isso trouxe um brutal enfraquecimento da organização
de base nas agências. Agora, nem os caixas podem eleger
representantes próprios, já que estão espalhados
e não se conhecem, nem podem ser eleitos para representar as
agências, já que o número de delegados sindicais
está limitado pelo total do prefixo. Há caixas que são
eleitos delegados sindicais pelas agências, mas não são
recohecidos pelo banco, porque pertencem ao PSO.
Trata-se de uma evidente tentativa do banco de evitar a
organização do segmento mais combativo do
funcionalismo. Os caixas tiveram uma adesão de cerca de 90% na
última greve, o que demonstra o seu papel fundamental na luta.
A única saída contra os ataques do banco é a
organização e a mobilização coletiva! É
preciso unificar todos os segmentos do funcionalismo do BB, pelas
suas pautas específicas e pelas pautas gerais da categoria e
do conjunto da classe trabalhadora. E para isso, precisamos de
organização de base. Ou a direção do
sindicato realiza novas eleições para delegados
sindicais do PSO ou enfrenta o banco para que reconheça os
delegados que foram eleitos pelas agências. A organização
dos trabalhadores deve ser prerrogativa dos próprios
trabalhadores, e não sujeita ao arbítrio do patrão!
A direção do sindicato deve garantir a organização
dos caixas do BB, para que possamos lutar ao lado e em conjunto com
os demais!
Na CEF,
essa mesma gestão privatista está também visando
concorrer com os demais bancos e aplicando os mesmos métodos.
Está sendo institucionalizado o assedio moral por meio da GDP,
um sistema de avaliação com metas individuais. Com
isso, a pressão dos administradores sobre cada trabalhador
será muito maior! A GDP poderá ser usada também
como mecanismo para perseguir ativistas, instalar processos
administrativos, demitir, enquadrando os trabalhadores. Temos que
resistir a esse ataque e barrar o conjunto do projeto privatista em
aplicação no BB e CEF!
Nota sobre o PSO (caixas do Banco do Brasil)
DIREÇÃO DO SINDICATO NÃO RESPONDE
AO ATAQUE DO BANCO DO BRASIL À ORGANIZAÇÃO DE
BASE!
A gestão privatista que está implantada
no BB comanda o banco como se fosse privado, visando o lucro a
qualquer custo, com juros abusivos, tarifas extorsivas e venda casada
de “produtos bancários”. Os lucros bilionários do
BB são usados pelo seu acionista majoritário, o Tesouro
Nacional, para pagar a dívida pública (que consome 40%
da arrecadação do Estado, em detrimento da saúde,
educação, transporte e demais serviços
públicos), ou seja, vão parar direto no bolso dos
grandes especuladores nacionais e internacionais, que é para
quem, no final das contas, nós trabalhamos. Essa gestão
foi iniciada nos governos do PSDB, foi mantida idêntica pelos
governos do PT, e não seria alterada com uma eventual vitória
do PSB. Todos esses partidos governam para a classe capitalista,
favorecendo em especial o seu setor mais poderoso, os banqueiros.
O BB é um banco público apenas
nominalmente, porque seu acionista majoritário é o
Estado, mas o seu modo de funcionamento já é idêntico
ao dos bancos privados. Para aumentar os lucros, além de
explorar os clientes, é preciso explorar também os
funcionários, que convivem com perdas salariais acumuladas
(cerca de 80% em relação à implantação
do real em 1994), fim do plano de carreira, sucateamento da CASSI,
etc. No dia a dia os funcionários enfrentam a sobrecarga de
serviço devido à falta de contratações e
à cobrança de metas. O assédio moral sistemático
está institucionalizado como ferramenta de administração.
Como recompensa, os gerentes, superintendentes, diretores, toda a
cúpula do banco, recebe participações nos lucros
milionárias, comportando-se como se fossem donos da empresa,
no que se refere ao autoritarismo e à cobrança de
metas.
Essa gestão privatista precisava tentar quebrar
a resistência do funcionalismo e para isso foi fundamental
isolar o setor dos caixas. Desde a retomada das greves na categoria
bancária, em 2003, os caixas do Banco do Brasil foram durante
muitos anos a vanguarda da luta nas agências, fornecendo a
maioria dos ativistas e delegados sindicais. Os caixas eram decisivos
para parar as agências nas greves e estimular escriturários
e assistentes a parar também. As reestruturações
do BB em 2007 e especialmente a implantação do PSO em
nível nacional a partir de 2011 foram ataques decisivos contra
esse segmento do funcionalismo.
A partir do PSO, os caixas deixam de estar subordinados
à gerência das agências e passam a responder a uma
central remota, que comanda dezenas de caixas e gerentes de serviço
em dezenas de agências diferentes, podendo inclusive
deslocá-los de um local de trabalho para outro. Muitos caixas
do BB consideram que houve alguma melhora nas condições
de trabalho com o PSO devido à autonomia em relação
à alguns aspectos do serviço. Entretanto, é
preciso observar o quadro geral e entender a lógica do projeto
privatista que está em aplicação no banco. O
isolamento dos caixas em relação às agências,
em longo prazo, abre caminho para que a função de caixa
seja terceirizada ou assumida por correspondentes bancários,
sendo extinta das agências.
A criação do PSO trouxe um brutal
enfraquecimento da organização de base nas agências,
independentemente do que venha a acontecer em relação a
essa função ser extinta no futuro ou não. Como
dissemos acima, a maior parte dos delegados sindicais e ativistas nas
agências eram caixas. Agora, o banco interpreta literalmente o
acordo de trabalho e trata o PSO como se fosse um só local de
trabalho, um único prefixo, com direito a um número
limitado de delegados sindicais, mesmo que os funcionários
subordinados a este prefixo estejam espalhados por dezenas de locais.
Assim, nem os caixas podem eleger representantes próprios, já
que estão espalhados e não se conhecem, nem podem ser
eleitos para representar as agências, já que o número
de delegados está limitado pelo total do prefixo. Há
caixas que são eleitos delegados sindicais pelas agências,
mas não são reconhecidos pelo banco, porque pertencem
ao PSO.
Trata-se de uma evidente ingerência do banco no
processo de organização dos trabalhadores. Essa medida
administrativa do banco não é apenas uma mudança
“inocente” na sua estrutura interna, ela tem a intenção
explícita de evitar a organização do segmento
mais combativo do funcionalismo da empresa. Os caixas tiveram uma
adesão de cerca de 90% na última greve, o que demonstra
o seu papel fundamental na luta. Ou a direção do
sindicato enfrenta o banco para que libere os delegados sindicais
eleitos, ou faz nova eleição para que o setor do PSO
possa eleger representantes próprios. A direção
não fez nem uma coisa nem outra, simplesmente pediu que alguns
delegados sindicais eleitos declinassem do cargo para se encaixar no
número previsto pelo banco.
Esse tipo de resposta é só mais um
exemplo de como esta direção sindical não tem a
intenção de organizar os trabalhadores e enfrentar de
fato a gestão instalada no banco. E isso não é
simples incompetência ou acidente, mas decorre do fato de que
os dirigentes do sindicato tem um lado, e não é o dos
trabalhadores. Eles pertencem ao PT, partido que comanda o governo
federal há 12 anos e portanto comanda também os bancos
(nominalmente) públicos. Os dirigentes sindicais da CUT estão
mais preocupados com os interesses do seu partido do que com o dos
trabalhadores que deveriam representar!
A única saída contra os ataques do banco
é a organização e a mobilização
coletiva! É preciso unificar todos os segmentos do
funcionalismo do BB, pelas suas pautas específicas e pelas
pautas gerais da categoria e do conjunto da classe trabalhadora. E
para isso, precisamos de organização de base. Ou o
sindicato realiza novas eleições para delegados
sindicais do PSO ou enfrenta o banco para que reconheça os
delegados que foram eleitos pelas agências. A organização
dos trabalhadores deve ser prerrogativa dos próprios
trabalhadores, e não sujeita ao arbítrio do patrão.
O sindicato deve garantir a organização dos caixas do
BB, para que possamos lutar ao lado e em conjunto com os demais!
* Contra a ingerência do banco na organização
dos trabalhadores! Pelo reconhecimento dos delegados sindicais!
* Reuniões periódicas e deliberativas de
delegados sindicais!
* Retomar a luta pelo fim do PSO e pela reincorporação
dos caixas às agências, com a dotação
adequada! Fim das metas e do assédio moral!
* Retomar a luta por toda a pauta específica do
BB:
- Por um plano de reposição das perdas
salariais acumuladas (80%)!
- Isonomia entre funcionários novos, antigos e
incorporados, garantindo-se o que for mais vantajoso para o
trabalhador!
- Volta do pagamento das substituições!
- Contra o sucateamento da CASSI! Revogação
da reforma estatutária de 2007 e pagamento da dívida do
banco!
- Plano 1 da PREVI para todos!
Boletim para o PSO (caixas do Banco do Brasil)
BOLETIM PSO – AGOSTO 2014
Desde a retomada das greves na categoria bancária, em
2003, os caixas do Banco do Brasil foram durante muitos anos a vanguarda da
luta nas agências, fornecendo a maioria dos ativistas e delegados sindicais. Os
caixas eram decisivos para parar as agências nas greves e estimular
escriturários e assistentes a parar também. As reestruturações do BB em 2007 e
especialmente a criação do PSO em 2011 foram ataques decisivos contra esse
segmento do funcionalismo.
A gestão privatista que está implantada no BB comanda o banco como se fosse privado, visando o
lucro a qualquer custo, com juros abusivos, tarifas extorsivas e venda casada
de “produtos bancários”. Os lucros bilionários do BB são usados pelo seu
acionista majoritário, o Tesouro Nacional, para pagar a dívida pública, ou
seja, vão parar direto no bolso dos grandes especuladores nacionais e
internacionais, que é para quem, no final das contas, nós trabalhamos.
Para aumentar esses lucros, além de
explorar os clientes, é preciso explorar também os funcionários, que convivem
com perdas salariais acumuladas (cerca de 80% em relação à implantação do real
em 1994), fim do plano de carreira, sucateamento da CASSI, etc. No dia a dia os
funcionários enfrentam a sobrecarga de serviço devido à falta de contratações e
à cobrança de metas. O assédio moral sistemático está institucionalizado como
método de gestão.
Essa gestão privatista precisava
tentar quebrar a resistência do funcionalismo e para isso foi fundamental
isolar o setor dos caixas, através do PSO. Muitos colegas caixas consideram que
houve alguma melhora nas condições de trabalho com o PSO. Afinal não há mais
interferência dos gerentes das agências no serviço, os malotes foram reduzidos
e normatizados, há uma sensação de maior autonomia dos trabalhadores, etc.
Entretanto, é preciso observar o
quadro geral e entender a lógica do projeto privatista que está em aplicação no
banco. O isolamento dos caixas em relação às agências, em longo prazo, abre
caminho para que a função de caixa seja terceirizada ou assumida por
correspondentes bancários, sendo extinta das agências.
No curto prazo, o efeito imediato
do PSO foi um ambiente de estranhamento entre o pessoal das agências e do
PSO, como se se tratasse de empresas diferentes. Como ambos os setores estão
sujeitos a metas, não é comum que surja uma hostilidade velada, uma competição
mais ou menos disfarçada. Existem agências em que não há funcionários fazendo
triagem do público ou emitindo as senhas do GAT. Com isso, o público deságua
diretamente no caixa pedindo informações ou serviços que não pertencem ao
setor, sobrecarregando as filas, sendo que os caixas são cobrados exatamente
por tempo de atendimento. Da parte das agências, existe a concepção de que os
caixas só atrapalham as metas, porque não se dobram a certas exigências de
clientes especiais, seguem os seus normativos e não as conveniências negociais.
Ou o que é pior, os caixas “não dão resultado” para o banco, o que seria muito
“grave”, uma vez que boa parte dos funcionários já interiorizou a ideia de que
o banco deve dar lucro a qualquer custo.
A criação do PSO trouxe um brutal
enfraquecimento da organização de base nas agências, independentemente do
que venha a acontecer em relação a essa função ser extinta no futuro ou não.
Como dissemos acima, a maior parte dos delegados sindicais e ativistas nas
agências eram caixas. Agora, nem os caixas tem representação própria, já que
não há delegados sindicais do PSO, nem podem de fato se candidatar para
representar as agências. O banco trata o PSO como se fosse um “prédio” e libera
apenas o número de delegados que cabe a este “prédio”, não reconhecendo os
demais eleitos pelas agências.
A separação do funcionalismo do
banco em segmentos estranhos e até opostos traz conseqüências danosas para
todos. Foi o que vimos na reestruturação de 2013, que enterrou a luta pela 7ª e
8ª horas dos comissionados, e que não foi combatida como se deve, por uma greve
de fato, já que se estabeleceu a cultura de que “comissionado não faz greve”.
Agora, o prejuízo fica para todos os que vierem a assumir comissões.
A única saída contra os ataques do banco é a organização e a
mobilização coletiva! É preciso
unificar todos os segmentos do funcionalismo do BB, pelas suas pautas
específicas e pelas pautas gerais da categoria e do conjunto da classe
trabalhadora. E para isso, precisamos de organização de base. Ou o sindicato
realiza novas eleições para delegados sindicais do PSO ou enfrenta o banco para
que reconheça os delegados que foram eleitos pelas agências. A organização dos
trabalhadores deve ser prerrogativa dos próprios trabalhadores, e não sujeita
ao arbítrio do patrão. O sindicato deve garantir a organização do nosso setor, para que possamos lutar ao lado
e em conjunto com os demais!
*
Contra a ingerência do banco na organização dos trabalhadores! Pelo
reconhecimento dos delegados sindicais!
*
Reuniões periódicas e deliberativas de delegados sindicais!
*
Retomar a luta pelo fim do PSO e pela reincorporação dos caixas às agências,
com a dotação adequada! Fim das metas e do assédio moral!
*
Retomar a luta por toda a pauta específica do BB:
-
Por um plano de reposição das perdas salariais acumuladas (80%)!
-
Isonomia entre funcionários novos, antigos e incorporados, garantindo-se o que
for mais vantajoso para o trabalhador!
-
Volta do pagamento das substituições!
-
Contra o sucateamento da CASSI! Revogação da reforma estatutária de 2007 e
pagamento da dívida do banco!
-
Plano 1 da PREVI para todos!
Panfleto do Avante, Bancários! para a Bradesco - Cidade de Deus - Osasco, 2014
O que
é o Avante Bancários?
Somos uma frente de oposição
bancária, com agrupações que atuam na CEF e BB, que se formou a partir da luta
contra a tentativa da CEF em demitir por justa causa o Messias Américo, por
defender os direitos dos trabalhadores e lutar por melhores condições de
trabalho e atendimento à população.
Somos oposição à direção atual do
nosso sindicato pois entendemos que esta está totalmente “articulada” com o
governo e as direções dos bancos. Governo que tem feito banqueiros e
construtoras lucrarem como nunca se viu neste país e, embora diga que criou
muitos empregos, não diz que a maioria são de postos precários. Por outro lado,
temos visto qual tem sido o tratamento aos trabalhadores que decidem ir à luta.
Na greve do ano passado rompemos com
o “script” que todo ano o sindicato tenta impor. Diferente dos piquetes “queijo
suíço” onde entram os grandes figurões, conseguimos impor em alguns locais
piquetes de verdade com trancamentos totais, colocando lado a lado questões de
trabalhadores efetivos e terceirizados. No Telebanco do Bradesco, conseguimos
impor um piquete de verdade, sob controle dos trabalhadores em greve, mostrando
quem tem realmente nas mãos o controle de todo o trabalho.
Para avançar em ações que possam
realmente arrancar nossas reivindicações, precisamos nos organizar cada vez
mais a partir de nossos locais de trabalho, com representantes da CIPA,
delegados sindicais e, inclusive, encontrando outras formas de organização para
debater quais serão os rumos da nossa greve.
Como o recente período de greves em
2014 podem deixar lições importantes para os bancários?
No último
período, greves de diversas categorias vêm mostrando que importantes mudanças
estão se gestando entre os trabalhadores. Desde a greve dos garis no RJ,
passando pela greve dos motoristas e cobradores de ônibus em SP, temos visto
como os trabalhadores tem enfrentado as amarras que as direções traidoras de
seus sindicatos, há muito tempo ligadas aos patrões. Os trabalhadores
questionaram com fortes greves, a maneira como suas próprias direções
“negociam”, por fora dos interesses da categoria, em conchavo com os interesses
patronais.
Acompanhamos
também a luta dos metroviários de São
Paulo, que levaram a greve até seu 5º dia, se enfrentando com as chefias
fura-greves, com os planos de contingência da empresa, com o TST que declarou a
abusividade da greve e com a polícia, que reprimiu duramente os trabalhadores
que exerciam seu direito de greve. Com a greve fortalecida a este ponto, toda a
patronal e o governo já sabiam que uma vitória dos metroviários, setor
estratégico da maior cidade do país, poderia incendiar outras categorias a
seguirem o exemplo. Eles não quiseram sequer hesitar com essa possibilidade e
levaram até o fim os ataques que culminaram na demissão de 42 metroviários.
A partir
dessas experiências, é fundamental tirarmos lições para que os bancários possam
tomar de volta a greve e a luta para si e não mais como uma realidade distante,
que só o sindicato faz acontecer por fora de muitos interesses dos bancários.
Nos
bancos privados, sabemos que há uma ditadura velada, onde a direção só tem
compactuado com a ideia de que bancário de banco privado não pode fazer greve,
deixando passar ataques ao direito de greve dos bancários, naturalizando as
demissões como punição e naturalizando que elas ocorram independente dos
bancários terem feito greve ou não, o que denuncia quanto está comprometida até
o pescoço com os banqueiros.
Afinal,
porque nas greves, o sindicato não coloca peso em construir um piquete de
verdade na Cidade de Deus, que é a matriz do 2º maior banco privado do país e
que poderia mudar a correlação de forças para conquistarmos nossas demandas?
É
importante que cada bancário tome pra si a tarefa de discutir como e o que
devemos fazer para contarmos e organizarmos nossas próprias forças para
derrotar as amarras que nos impedem de lutar de fato pelas nossas demandas. E
em ano de eleição, a direção do sindicato já começa a preparar suas amarras
para a nossa luta, pois estará mais preocupada em garantir o bom andamento das
eleições, e dar peso na campanha de seus candidatos e praticamente nenhum à
campanha salarial.
Por isso,
fazemos um amplo chamado a um encontro de bancários que organizaremos em
agosto. Para, mais do que discutir a pauta (que a cada ano é decidida longe da
realidade dos bancários), discutirmos quais devem ser os métodos para
conseguirmos impor uma correlação de forças onde os bancários possam, de fato,
retomar o controle da greve e da luta.
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